Dois dias de evento gratuito com batalhas, workshops, Maria Preta MC, Drizzy e a essência da cultura urbana pulsando onde tudo começou.
Quinze anos de um projeto cultural no Brasil já é motivo de sobra pra celebrar. Mas quando a gente fala do Palco Hip Hop, a parada é ainda mais especial. O projeto, que é uma verdadeira celebração viva da cultura H2 e engloba todos os seus elementos, está de volta ao lugar onde nasceu.
Nos dias 5 e 6 de setembro, o espaço Quinta Arte, no Barreiro, vai ferver com uma programação gratuita, extensa e que movimenta a nossa cadeia produtiva de verdade.
E aqui eu vou abrir uma pequena licença pra opinião pessoal, porque sou suspeito pra falar. Esse evento tem o meu amor e o meu respeito total. Como comunicador, o Palco sempre fez muita questão de mim e já me deu a honra de estar perto de gigantes como Thaíde e Sant. Ver um projeto idealizado por Victor Magalhães completar uma década e meia de caminhada, resistindo e mantendo as raízes firmes na potência do Barreiro, é uma vitória de toda a cena negra e periférica. E não só pelo criador, mas por toda a equipe que faz e fez o Palco HipHop chegar tão longe.
E a festa de 15 anos tá com um line musical do jeitinho que a gente gosta. No domingo, quem fecha o evento é Drizzy, cria da cena chega pra apresentar faixas do EP “A História do Neguinho” e do seu recém-lançado álbum “Uma Conversa com o Diabo”.
Antes dele, rola a aguardada estreia de Maria Preta MC em BH. A gata — multiartista, mulher indígena de Poá (SP) que brilhou no Nova Cena da Netflix — promete entregar no palco toda a força que construiu nas batalhas de rima e slams.
E quem acompanha a gente sabe que o Palco Hip Hop não deixa a dança e o conhecimento em segundo plano. A curadoria de Wallison Culu e DJessy montou uma grade de workshops absurda pro sábado, passando por Dancehall (com Jesca), Vogue Femme (com Vitória Luz), Breaking (com a lendária Bgirl Miwa, que tem 25 anos de estrada) e Hip Hop (com Léo Méx e Capiva). O dia ainda conta com a exibição do doc Bounce, da diretora Carla Garcez, focado na cena das batalhas aqui da cidade.
Já o domingo reserva a clássica Batalha Livre de Danças Urbanas 2×2, com R$ 3.500 em prêmios pra galera que vai quebrar tudo na pista. O júri é peso pesado: Miwa, André Calton e o voto do público. O clima das cyphers fica nas mãos dos DJs Tati Laser e Umiranda, mesclando rap, R&B e afrobeats.
Quem também soma nas apresentações artísticas são os grupos Wah Gwaan BH e a prestigiada Laia Cia. de Danças Urbanas.Vale um destaque importantíssimo: a organização deixou explícito que o evento não tolera pessoas com histórico de violência física, verbal ou psicológica contra companheiros, equipes ou público. Uma postura fundamental pra manter o rolê seguro pra todo mundo.
O espaço também tá preparado pra receber a família toda, com área infantil, fraldário e a Feirinha do Palco Hip Hop, fortalecendo a economia criativa com marcas como Sem H Brincos, Por tuas mãos, A Coisa tá Preta e Tribo Primata.
O Palco Hip Hop é a prova viva de que a nossa cultura educa, movimenta a economia e salva vidas.
Cê não vai perder, né!? Já se organiza aí, acompanha as redes do evento pra não perder nenhum detalhe e brota no Barreiro nesse fim de semana. BH é Nóis! 🧡






