Terceiro capítulo do projeto idealizado pela Kemet Produções e DJ Preto C reúne artistas de diferentes trajetórias para celebrar a força das mulheres dentro da cultura hip hop.
A edição mais recente do projeto 92BPM “O Mic é Delas” representa a continuidade de uma caminhada construída ao longo dos últimos 2 anos pelo projeto 92BPM.
Depois dos lançamentos das coletâneas “92BPM” e “92BPM Convida”, o projeto retorna com seu trabalho mais simbólico até aqui, reunindo dez faixas e uma seleção de artistas que ajudam a contar diferentes histórias sobre resistência, identidade, afeto e pertencimento através do rap.
Idealizado pela Kemet Produções e por DJ Preto C, o 92BPM vem se consolidando como uma importante plataforma de fortalecimento da cultura hip hop em Belo Horizonte. E boa parte dessa construção também passa pelas mãos de Totty Soraia, uma mulher incrível que há anos desenvolve um trabalho fundamental nos bastidores da cultura da cidade, assinando a direção artística e direção de produção do projeto.
Ao longo do disco, nomes como Pat Manoese, Nega Ruiva, Negras Ativas, Ohana, Lua Zanella, Dany Fragozo, NDPCON, Ynaê, Talita Silva e Negra Mina ajudam a construir uma obra diversa e potente, onde cada voz encontra espaço para apresentar sua própria narrativa.
Um destaque especial no projeto vai para DJ Pat Manoese, uma das raras mulheres a ocupar espaços na produção e construção sonora do hip hop da cidade. Responsável pela introdução incrível do album, a artista imprime no projeto toda sua bagagem dentro da cultura, misturando referências, resgatando elementos clássicos da música de rua e reafirmando a importância das mulheres por trás das mesas de som, dos toca-discos e da criação musical.
Algumas participações ganham ainda mais significado para quem acompanha o projeto desde os primeiros capítulos. É o caso de NDPCON e Talita Silva, artistas que também marcaram presença nas coletâneas anteriores e retornam reafirmando a conexão construída ao longo dessa trajetória coletiva.
Outro momento que merece destaque é a participação de Ynaê. Sua faixa carrega uma sensibilidade difícil de ignorar. Daquelas que emocionam, apertam o peito e, ao mesmo tempo, funcionam como um abraço para tantas minas que enfrentam desafios diariamente. Uma música que comove e também inspira força, coragem e continuidade.
Musicalmente, o álbum mantém sua essência conectada às raízes do hip hop. A produção musical, gravação, mixagem e masterização ficam sob responsabilidade de Preto C, enquanto DJ Pat Manoese assina scratches e colagens nas faixas “Nós por Nós” e “Meu Sincero Fod*se”, reforçando elementos clássicos da cultura que ajudaram a construir o rap como conhecemos hoje.
A capa do projeto também merece atenção. Com design de Prisca Paes e fotografia de Cleverson São João, o trabalho visual acompanha a proposta do álbum e reforça o protagonismo feminino que atravessa toda a obra.
Mais do que uma coletânea, “O Mic é Delas” é um encontro de vozes, experiências e trajetórias. Um projeto que entende o rap não apenas como música, mas como ferramenta de transformação, memória e construção coletiva.
Em uma cena que ainda busca ampliar espaços e oportunidades para mulheres, trabalhos como esse mostram que não se trata apenas de ocupar o microfone. Trata-se de fazer história com ele.
✨ “O Mic é Delas” já está disponível nas plataformas digitais. Dê o play e conheça um projeto construído por mulheres que seguem movimentando e fortalecendo a cultura hip hop de BH todos os dias.






