Sem ISRC, sem história: o código que faz seu som existir de verdade

O ISRC é o RG da sua música — sem ele, seu trampo não é reconhecido oficialmente nas plataformas e nem gera direito autoral.

Sabe aquele papo de “meu som tá na pista”? Pois é… ele só tá mesmo se tiver um ISRC. Esse códigozinho de 12 letras e números é o que transforma seu áudio em uma obra registrada no sistema mundial da música. É o que diz pra internet, pras rádios, pros streamings e pras gravadoras: “essa faixa é minha”. ISRC significa International Standard Recording Code — ou, em bom português, Código Padrão Internacional de Gravação. Cada música, remix, versão ao vivo ou clipe precisa ter o seu. É o CPF do seu som. Sem ISRC, seu som pode até bombar no bairro, mas não gera dinheiro nem reconhecimento oficial. É ele que permite que o ECAD e as plataformas saibam quem deve receber o quê.

🧠 Como conseguir o seu ISRC? Pra registrar o código, o artista precisa de um cadastramento de produtor fonográfico (pode ser pessoa física, sem CNPJ mesmo). Depois disso, é só gerar o ISRC de cada faixa — o sistema da própria distribuidora (Symphonic, ONErpm, Tratore, etc.) geralmente faz isso automaticamente, mas vale entender o processo pra não ficar refém de ninguém. Se quiser fazer por conta própria, o site oficial é o da ABMI (Associação Brasileira da Música Independente), que permite cadastro de produtores fonográficos independentes e emissão de ISRC direto no Brasil.